top of page

Cavernas do PeruaƧu

  • Foto do escritor: Marcia Diniz
    Marcia Diniz
  • 10 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Comemoramos durante a estadia no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu o seu reconhecido como PatrimÓnio Mundial Natural pela UNESCO, na 47ª sessão do Comitê do PatrimÓnio Mundial, em Paris. Este reconhecimento destaca a importância da conservação do parque e suas riquezas naturais e culturais.


Gruta do Janelão
Gruta do Janelão

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi criado em 21 de setembro de 1999, objetivando proteger a região de calcÔrio, cavidades subterrâneas e sítios arqueológicos na região norte de Minas Gerais, especificamente nos municípios de JanuÔria, Itacarambi e São João das Missões. A Ôrea total do parque é de 56.448 hectares. LÔ podemos encontrar os biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. 


O parque é conhecido por suas diversas cavernas, incluindo a Gruta do Janelão, que abriga a maior estalactite do mundo, e a Lapa dos Desenhos, com um dos maiores conjuntos de pinturas rupestres. A região também possui sítios arqueológicos com pinturas rupestres datadas de até 12 mil anos atrÔs. 


NĆ£o se sabe ao certo qual a origem do nome atribuĆ­do ao vale, mas conta-se na regiĆ£o que os Ć­ndios historicamente ali localizados (XacriabĆ”s, desde meados do sĆ©culo XVI) o chamavam de PeruaƧu, sendo: PERU = buraco (vala, fenda); AƇU = grande. Entende-se, dessa forma, que as referĆŖncias podem ser relativas ao entĆ£o denominado cĆ¢nion ou Ć s grandes cavernas formadas na rocha calcĆ”ria no vale do PeruaƧu.


O Parque foi estruturado recentemente e possui trilhas, mirantes e passarelas de proteção a sítios arqueológicos. Possui também um grupo de condutores ambientais treinados e credenciados pelo ICMBio para garantir uma experiência segura e única, num passeio de tirar o fÓlego.


Para acessar os atrativos do Parque não é cobrado ingresso, sendo obrigatória a contratação de um condutor credenciado pelo ICMBio. E imprescindível agendar com bastante antecedência a visita aos atrativos onde a freqüência esta limitada a 20, 40 ou 60 visitantes diÔrios.


Cada condutor pode levar um grupo de até 08 pessoas, com exceção da Lapa Bonita e Arco do André, onde e permitido apenas 5 visitantes com cada condutor.


O Parque esta inserido em uma Ôrea endêmica do mosquito palha (Phlebotominae) transmissor da Leishmaniose (Leishmania), assim: sendo fundamental o uso de calça comprida e camisa de manga comprida e o uso de repelentes para diminuir o risco de contaminação.


Em julho/26 embarquei numa expecição organizada pela agencia @roteirosvelhochico.rvc e o grupo @CaminhantesdoCerrado. Partimos num onibus leito para Junuaria/MG e, de la para Itacarambi/MG onde ficamos hospedados numa pousada bastante simples de pessoas bastante acolhedores.


Iniciamos pelo Centro de Visitação do Nucleo do Silu, one estão reunidos objetos de ceramica, mapas e informes sobre as cavernas, fauna e flora. A vista do paredão logo na entrada é fantÔtica.


Entrada do Parque Cavernas do Peruaçu - cartão de visitas espetacular
Entrada do Parque Cavernas do Peruaçu - cartão de visitas espetacular

Depois de registrar da entrada no Parque, segimos para a Lapa do Caboclo, Mirante da Mata Seca, Mirante dos Cactos, Lapa do CarlĆŗcio e Lapa do Rezar.

.

As paisagens do caminho são fantÔsticas e o amiente se transforma a cada passo.


Vista do Mirante dos Cactos
Vista do Mirante dos Cactos


Mirante da Mata Seca
Mirante da Mata Seca


Mudança da vegeração
Mudança da vegeração


Gameleira Gigante
Gameleira Gigante


Lapa do Carlucio
Lapa do Carlucio

Dali seguimos entre os paredƵes estampados pela arte rupestre, para a Lapa do Rezar.


A caminho da Lapa do Rezar
A caminho da Lapa do Rezar


Arte Rupestre
Arte Rupestre


Arte Rupestre
Arte Rupestre



Placa indicativa do inicio da subida para a Lapa do Rezar
Placa indicativa do inicio da subida para a Lapa do Rezar

A caverna recebeu o nome ā€œRezarā€ por ser o local onde os antigos moradores da regiĆ£o iam pagar promessas, subindo a montanha levando pedras na cabeƧa. Atualmente, construĆ­ram 500 degraus no caminho para torna-lo mais acessĆ­vel.



Entrada da Lapa do Rezar
Entrada da Lapa do Rezar

E brincamos do jogo das sombras nas paredes dos salƵes magestosos.


Jogo de sombras na Lapa do Rezar
Jogo de sombras na Lapa do Rezar

O dia seguinte foi uma grande aventura. Assinamos presença no Centro de Visitantes do Janelão. Foi uma Trilha desafiadora com 13 km de subidas e descidas ingrames, pedras soltas e muitas surpresas. Paisagens e cavernas incriveis.


Caminho para o Janelão
Caminho para o Janelão


Caminho para o Janelão
Caminho para o Janelão

Passamos pelo Mirante das 5 Torres, Lapa do Monte Sião, Mirante do Mundo Inteiro e Cânion do Rio Peruaçu. Atravessamos o Arco do André e caminhamos pelo cânion, atravessamos a Lapa do Cascudo, Lapa dos Troncos, Lapa dos Desenhos, caminhamos pelo cânion do Rio Peruaçu.


Mirante das 5 torres
Mirante das 5 torres


Mirante do Mundo Inteiro
Mirante do Mundo Inteiro

Entrada do Arco do Andre
Entrada do Arco do Andre

Lapa do Cascudo
Lapa do Cascudo

A Lapa do Cascudo é uma formação rochosa que recebe esse nome por abrigar peixes cascudos, nomeados por conta dos espinhos e do formato do seu corpo, em trechos onde o Rio Peruaçu ressurge dentro da caverna.



Lapa dos Troncos
Lapa dos Troncos

O nome "Lapa dos Troncos" vem de uma grande rocha em formato de "lapa" (ou gruta/caverna) que, ao redor, possui muitos troncos de Ôrvores espalhados pela Ôrea, provavelmente resultado de fenÓmenos naturais como deslizamentos de terra ou erosão ao longo do tempo.


Foi um dia inesquecível. Retornamos para o Centro de Visitantes do Janelão perto das 18:00, exaustos e gloriosos pela superação daquele dia.


Mal sabiamos que no dia seguinte entrarĆ­amos na caverna mais impactante.



Entrada da Gruta do Janelão
Entrada da Gruta do Janelão
Interior da gruta do Janelão
Interior da gruta do Janelão

Interior da Gruta do Janelão
Interior da Gruta do Janelão


Perna da bailarina
Perna da bailarina

Com 28 metros de comprimento, a Perna da Bailarina Ć© dona do tĆ­tulo de maior estalactite do mundo. segundo o Livro dos Recordes.


Depois das cavernas, saimos para conhecer, na Ilha do Jenipapo, a vazante e o modo de vida tradicional do povo vazanteiro da Ilha, as roças, oficinas de fabricação de farinha de mandioca e participamentos de uma roda de prosa com um morador local.


Encerramos nossa expedição com um passeio de barco pelo rio São Francisco.


Lugar mƔgico!!!


Sorriso de quem viveu e sentiu muitas emoções, refletindo a sensação de bem estar comigo e com a vida.
Sorriso de quem viveu e sentiu muitas emoções, refletindo a sensação de bem estar comigo e com a vida.

Ā 
Ā 
Ā 
Post: Blog2 Post

©2019 by Dicas e diÔrio de viajantes. Proudly created with Wix.com

bottom of page