Cavernas do Peruaçu
- Marcia Diniz

- 10 de set.
- 4 min de leitura
Comemoramos durante a estadia no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu o seu reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, na 47ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Paris. Este reconhecimento destaca a importância da conservação do parque e suas riquezas naturais e culturais.

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi criado em 21 de setembro de 1999, objetivando proteger a região de calcário, cavidades subterrâneas e sítios arqueológicos na região norte de Minas Gerais, especificamente nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões. A área total do parque é de 56.448 hectares. Lá podemos encontrar os biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
O parque é conhecido por suas diversas cavernas, incluindo a Gruta do Janelão, que abriga a maior estalactite do mundo, e a Lapa dos Desenhos, com um dos maiores conjuntos de pinturas rupestres. A região também possui sítios arqueológicos com pinturas rupestres datadas de até 12 mil anos atrás.
Não se sabe ao certo qual a origem do nome atribuído ao vale, mas conta-se na região que os índios historicamente ali localizados (Xacriabás, desde meados do século XVI) o chamavam de Peruaçu, sendo: PERU = buraco (vala, fenda); AÇU = grande. Entende-se, dessa forma, que as referências podem ser relativas ao então denominado cânion ou às grandes cavernas formadas na rocha calcária no vale do Peruaçu.
O Parque foi estruturado recentemente e possui trilhas, mirantes e passarelas de proteção a sítios arqueológicos. Possui também um grupo de condutores ambientais treinados e credenciados pelo ICMBio para garantir uma experiência segura e única, num passeio de tirar o fôlego.
Para acessar os atrativos do Parque não é cobrado ingresso, sendo obrigatória a contratação de um condutor credenciado pelo ICMBio. E imprescindível agendar com bastante antecedência a visita aos atrativos onde a freqüência esta limitada a 20, 40 ou 60 visitantes diários.
Cada condutor pode levar um grupo de até 08 pessoas, com exceção da Lapa Bonita e Arco do André, onde e permitido apenas 5 visitantes com cada condutor.
O Parque esta inserido em uma área endêmica do mosquito palha (Phlebotominae) transmissor da Leishmaniose (Leishmania), assim: sendo fundamental o uso de calça comprida e camisa de manga comprida e o uso de repelentes para diminuir o risco de contaminação.
Em julho/26 embarquei numa expecição organizada pela agencia @roteirosvelhochico.rvc e o grupo @CaminhantesdoCerrado. Partimos num onibus leito para Junuaria/MG e, de la para Itacarambi/MG onde ficamos hospedados numa pousada bastante simples de pessoas bastante acolhedores.
Iniciamos pelo Centro de Visitação do Nucleo do Silu, one estão reunidos objetos de ceramica, mapas e informes sobre as cavernas, fauna e flora. A vista do paredão logo na entrada é fantática.

Depois de registrar da entrada no Parque, segimos para a Lapa do Caboclo, Mirante da Mata Seca, Mirante dos Cactos, Lapa do Carlúcio e Lapa do Rezar.
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As paisagens do caminho são fantásticas e o amiente se transforma a cada passo.





Dali seguimos entre os paredões estampados pela arte rupestre, para a Lapa do Rezar.




A caverna recebeu o nome “Rezar” por ser o local onde os antigos moradores da região iam pagar promessas, subindo a montanha levando pedras na cabeça. Atualmente, construíram 500 degraus no caminho para torna-lo mais acessível.

E brincamos do jogo das sombras nas paredes dos salões magestosos.

O dia seguinte foi uma grande aventura. Assinamos presença no Centro de Visitantes do Janelão. Foi uma Trilha desafiadora com 13 km de subidas e descidas ingrames, pedras soltas e muitas surpresas. Paisagens e cavernas incriveis.


Passamos pelo Mirante das 5 Torres, Lapa do Monte Sião, Mirante do Mundo Inteiro e Cânion do Rio Peruaçu. Atravessamos o Arco do André e caminhamos pelo cânion, atravessamos a Lapa do Cascudo, Lapa dos Troncos, Lapa dos Desenhos, caminhamos pelo cânion do Rio Peruaçu.




A Lapa do Cascudo é uma formação rochosa que recebe esse nome por abrigar peixes cascudos, nomeados por conta dos espinhos e do formato do seu corpo, em trechos onde o Rio Peruaçu ressurge dentro da caverna.

O nome "Lapa dos Troncos" vem de uma grande rocha em formato de "lapa" (ou gruta/caverna) que, ao redor, possui muitos troncos de árvores espalhados pela área, provavelmente resultado de fenômenos naturais como deslizamentos de terra ou erosão ao longo do tempo.
Foi um dia inesquecível. Retornamos para o Centro de Visitantes do Janelão perto das 18:00, exaustos e gloriosos pela superação daquele dia.
Mal sabiamos que no dia seguinte entraríamos na caverna mais impactante.




Com 28 metros de comprimento, a Perna da Bailarina é dona do título de maior estalactite do mundo. segundo o Livro dos Recordes.
Depois das cavernas, saimos para conhecer, na Ilha do Jenipapo, a vazante e o modo de vida tradicional do povo vazanteiro da Ilha, as roças, oficinas de fabricação de farinha de mandioca e participamentos de uma roda de prosa com um morador local.
Encerramos nossa expedição com um passeio de barco pelo rio São Francisco.
Lugar mágico!!!





Maravilhosa viagem. As cavernas do Peruaçu são fantásticas! Ótimo relato parabéns!