Caminho de Santiago de Compostela
- Marcia Diniz
- 15 de nov. de 2022
- 14 min de leitura
Atualizado: 3 de mar.
“Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”
Clarisse Lispector

Trekking de longa distância, ideal para dar um tempo na vida, passar uns dias longe de tudo e de todos, sem problemas e sem pressa, apenas caminhando, comendo, bebendo e dormindo.
No Instagram e Facebook existem muitos grupos onde encontramos pessoas que estão planejando fazer o caminho e pessoas que estão no caminho relatando suas experiências diarias. Basta pesquisar "caminho de santiago" e solicitar entrada nos grupos.
Ao final, incluo uma relação de festividades, dicas sobre o que levar na mochila e algumas curiosidades sobre o caminho.
Todas as vezes, contratei o seguro viagem ofertado pela ministradora do cartão de crédito que utilizei para comprar a passagem.
“Quanto menos coisas levamos, mais leves estaremos para curtir o caminho e viver a experiência transformadora de superação”
Primeira jornada a caminho de Santiago de Compostela
Parti para a Espanha e iniciei a maior e melhor jornada da vida no dia 07/09/2010, caminhei 800 km desde Roncesvalles até Santiago de Compostela. Cheguei na Catedral de Santiago no dia 10/10/2010, às 10 horas da manhã, sentindo grande emoção por ter vencido o cansaço e o medo de atravessar, muitas vezes sozinha, as plantações de trigo e sementes de girassol enquanto perseguia meu objetivo.
Foram 33 dias inesquecíveis. Passei por lugares espetaculares com temperaturas amenas e chuva fina, caminhando entre parreiras carregadas, campos dourados de trigo e sementes de girasol sendo colhidos sob o sol escaldante e no final, a beleza dos pomares e hortas da galicia, fartamente irrigados pela chuva constante e frio intenso.
Voltei com a certeza de que mais importante que ter preparo físico é ter determinação, muita resiliência e um Dorflex na mochila.
Quando a ideia de fazer o caminho tomou conta de meus pensamentos passei a ler tudo que encontrei em sites especializados e relatos publicadas por peregrinos.
Estava num ritmo de trabalho intenso e sobrecarregada com o cuidado da casa e 2 filhos menores. Minha preparação física se resumiu a alguns passeios de 3 a 4 km aos domingos para testar a bota. Aliás, estes testes foram importantíssimos pois determinaram que eu descartasse a primeira bota com costuras e comprasse uma nova bota da marca Vento, sem costuras e palmilha anatomica, pesando cerca de 500 gramas cada pé). Tomava banho apenas a noite, secava bem os pés, passava alcool e hidratava. Precisava que estivessem bem secos pela manha para calçar 2 pares de meias, uma mais fina e justa e outra mais grossa de poliamida. Estes cuidados me ajudaram a não ter bolhas, calos ou problemas com a unhas. Meu problema era o cansaço e dor nas costas. Carregava a mochila o dia todo.
Encontrei no link https://caminodesantiago.consumer.es/los-caminos-de-santiago os roteiros com a descrição de cada reta e cada curva de cada etapa de todos os Caminhos que levam a Santiago de Compostela.
Li a descrição e fiz um resumo de cada uma das etapas do Caminho Frances. Sai de casa para Madri, levando meu roteiro impresso num formato de 4 páginas por folha, com o verso em branco para minhas anotações, com a certeza de que se seguisse as etapas ali descritas, eu chegaria em Santiago de Compostela. Quando cheguei no caminho compreendi que o caminho tem a propria dinamica.
Após a primeira semana joguei fora o roteiro e muitas outras coisas imuteis que carregava. O caminho é bem sinalizado e seguro, tem sempre algum peregrino passando. Tem sua propria dinamica e cada peregrino define seu proprio roteiro, um dia de cada vez. O melhor é não ficar atrelado a ninguém e seguir no proprio ritmo.
Dos itens de limpeza e toalete que levei (sabão para lavar roupa, cremes, shampoo, desodorante, sabonete, pó antisséptico para o pé, etc..) fiquei somente com um pedaço de sabão de coco, álcool de romeiro e a pasta e escova de dentes. Uma muda de roupa na mochina e outra no corpo. Lavava roupa todas as noites. Utilizava o shampoo deixado pelos peregrinos nos albergues para lavar meu cabelo ou comprava um sache de dose unica.
O poema da Clarisse traduz exatamente tudo que aprendi e senti no caminho.... dizem que não somos nós que caminhamos, é o caminho que nos caminha.
“Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”
Clarisse Lispector
Em 33 dias se completou minha metamorfose. Me tornei uma pessoa mais feliz e de riso mais fácil, apaixonada pela vida. O cansaço e as dores foram o alicerce de meu aprendizado diário e o Vagner Lara, meu incentivador e professor. Santiago nos reuniu no primeiro dia e seguimos juntos até o final.

Segunda jornada no Caminho de Santiago de Compostela
Enfim, era o dia 13/05/2022 e eu, outra vez, estava a caminho do Caminho de Santiago, mais amadurecida e endurecida, aposentada e livre. Muitas expectativas e o propósito de me tornar um ser humano melhor.
Já contando com a experiência da jornada anterior, realizada durante o outono, decidi caminhar na primavera, queria encontrar os campos verdes e floridos. Foram 35 dias para ir caminhando desde Saint-Jean-Pied-de-Port até a Catedral de Santiago de Compostela que me deixaram recordações para toda a vida.

Vivi intensamente cada passo do caminhar. Tomei consciência do potencial do meu corpo respondendo aos estímulos recebidos, motivação e força para superar limites e sentir o prazer do fluxo intenso de dopamina, ocitocina e adrenalina, mergulhei profundamente no relacionamento com meu mundo interior e nas sensações que o amor traz. Muita gratidão ao universo por momentos tão especiais.
Caminhar a Caminho de Santiago de Compostela me proporcionou saúde física, mental e espiritual. Foi um sopro de vida a me energizar. Passei a vida a limpo, fiz as pazes com muitas partes minhas e voltei para casa me sentindo inteira, disposta a ser mais eu.
Meu caminho não terminou quando cheguei na Catedral, continua vida afora e meu desafio é manter as conquistas pessoais.
Desta vez sai do Brasil com um grupo de brasileiros que encontrei no facebook, de diversas partes do país. Nós planejamos a viajar em maio de 2022 e organizamos a viagem no WhatsApp. Aproveitamos uma promoção da Iberia para comprar a passagem de ida no mesmo voo para Madrid e nos encontramos no aeroporto de Guarulhos em SP. Cada um voltou no próprio tempo.
Chegando em Madri, fomos de ônibus para a estação Atocha e de lá, seguimos para Pamplona em trem. Dormimos a primeira noite no Albergue municipal Jesús y María. A reserva foi solicitada enquanto ainda estávamos no Brasil - Email: jesusymaria@aspacenavarra.org.
Em Pamplona, comprei 2 bastões de caminhada e aproveitei o dia para descansar e iniciar a adaptação à diferença de 5 horas no fuso horário.
Comprei também, um chip de celular para ter acesso a internet e planejar as etapas e pesquisar pontos de apoio e albergues. Após decorrido o prazo de 30 dias contratado inicialmente, fiz duas recargas pela internet e os créditos evaporaram rapidamente. Entendi que o mais economico seria procurar um posto de atendimento e contratar outro plano de internet para mais 30 dias.
Na manhã seguinte, tínhamos um ônibus fretado que nos levou até Saint-Jean-Pied-de-Port. Passeamos pela cidade, carimbamos a credencial, compramos um lanche e saimos da cidade no meio do dia para a primeira etapa do caminho até o Refuge Orisson. Julgamos importante descansar após percorridos os primeiros 8 km da primeira etapa enquanto nos adaptávamos a altitude e fuso horário. Eu reservei uma cama no albergue com bastante antecedência e participei da primeira cena coletiva - https://refuge-orisson.com/fr/hebergement/le-refuge-orisson-2021/ . Grande parte dos brasileiros preferiu alugar a casa do albergue e preparam a própria refeição da noite.

No dia seguinte, tomamos o caminho, cada qual no seu ritmo e tempo. Nos mantivemos em contato no grupo de WhatsApp trocando informações sobre o tempo, albergues, restaurantes, etc. e organizamos dois encontros do grupo ao longo do caminho. No site https://www.gronze.com/ consultávamos informações sobre as etapas, mapas de distancias e relação de albergues e hotéis com preços atualizados.

Encontrei muitos peregrinos pelo caminho, e todos foram importantes para o sucesso da jornada. Conheci tres brasileiros, cada um de um canto, que se tornaram meus companheiros inseparaveis até o final do caminho. Lamentamos ter de nos separar em Santiago de Compostela .
Sahagún e o Centro Geográfico do Caminho de Santiago na Espanha (de Roncesvalles a Santiago de Compostela) e ponto de encontro entre o Caminho Francês e o Caminho de Madri. O Centro de Interpretación y Documentación del Camino de Santiago de Sahagún concede a Carta Peregrina aos peregrinos visitantes.
Terceira Jornada no Caminho de Santiago de Compostela
Foi no Caminho Portugues Central, iniciando na cidade do Porto, em Portugal. Dispunha de apenas 12 dias para percorrer os cerca de 250 km. Viajava com uma amiga numa tour pela Espanha e Marrocos.
Encontramos muitas famílias e até bebês seguindo em carrinhos ou nos braços dos pais. Raramente encontramos pessoas que caminhassem sozinhas e se estivessem, queriam continuar sozinhas.
A solidão e o silencio me acompanharam a maior parte do tempo. Estava bastante angustiada por minha mae estar enfrentando problemas de saude e eu estar tão longe.
Foi uma ótima experiência. Caminhei, pedi sabedoria e paciência para esperar os acontecimentos no tempo de Deus, enquanto ouvia os cantos do vento varrendo as folhas, dos pássaros cortejando uma fêmea da espécie, da água fria e límpida correndo nos riachos, sentindo a paz ambiente.
Na véspera da partida adquiri e carimbei a Credencial do Peregrino na Catedral da Sé na cidade do Porto, em Portugal.
Deixamos a Rua Álvaro de Castelães as 7:00 hs do dia 22/04/2024 em direção à estação do metrô e de lá para a Catedral da Sé, onde iniciamos o caminho.

Na primeira etapa foram 30 km. Nos primeiros 15 km, até os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, paisagem urbana predominante. A partir daí, entre bosques e quintas, por trilhas e estradas apertadas sem calçada e por vezes, nas vias romanas do século XIX até o Monastério de Vairão.
Por sorte chegamos ao Monastério numa segunda feira, dia em que os anfitriões preparam e servem um jantar coletivo aos peregrinos. Os restaurantes do povoado não abrem neste dia. Encontramos instalações confortáveis com beliches em quartos e banheiros separados para homens e mulheres.

Na segunda etapa, outros 30 km, grande parte em área urbana até Barcelinhos. Paramos no Albergue Amigos da Montanha com instalações novas e muito confortáveis.

A terceira etapa até Pontes de Lima foi a mais longa, e com grande satisfação atravessamos a Ponte Medieval Romana até o Albergue de Peregrinos.

E nos dias que se seguiram os percursos foram mais curtos e os caminhos arborizados. Paramos nos Albergue de Peregrinos de São Pedro de Rubiães, Tui, O Porriño, Redondela, Ponte Vedra, Caldas de Reis, Padrón, e por fim, o Albergue de Miladoiro. Estávamos as portas de Santiago de Compostela.

Utilizei o site www.gronze.com para planejar as etapas.
No trajeto passamos por muitos bosques, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades históricas. Cruzamos vários cursos de água passando por pontes medievais, algumas deixadas pela ocupação romana. E como esperado, muitas capelas, igrejas, conventos e cruzeiros, nos quais não faltava a imagem do Apóstolo Santiago.



No dia 03 de maio de 2023, cheguei pela terceira vez na Catedral de Santiago de Compostela, linda e imponente totalmente restaurada.

Assistimos à missa, almoçamos e retornamos à cidade do Porto no ônibus das 16:00. Chovia muito e não tinha como passear pela cidade.

Nesta terceira jornada, levei a mochila nas costas todos os dias. Estava bem mais leve que nas jornadas anteriores, levei o mínimo possível. Queria ter a liberdade de parar onde e quando quisesse e para isto não poderia despachar a mochila para o próximo albergue. Levei 6 quilos, já com a água.
Considerando que mais de 75% do caminho passa por áreas pavimentadas, resolvi trocar a bota por um tênis mais leve e com sola macia. A experiencia não foi bem-sucedida, Meus pes ficaram molhados sempre que chovia, senti muitas dores nos dedos do pé nas subidas e descidas e, ao final dos 12 dias, estava com duas unhas rochas e descoladas.
Calçando botas nunca tive bolhas ou desconforto. A trava do cadarço da bota de cano alto no tornozelo impede o pé de escorregar para a frente nas descidas.
Todos os dias, após o banho, lavava a blusa, meias, bandana e roupas intimas. A calça lavava quando preciso. A polaina impermeável manteve a calça limpa. Praticamente todos os albergues são equipados com maquinas de lavar e secar roupas com capacidade para lavar muitos quilos de cada vez, que podem ser compartilhados entre os amigos.
No verão, eu arriscaria levar somente uma capa de chuva descartável. No outono chove muito e uma capa de chuva resistente com a corcunda para acomodar a mochila e imprescindível. A capa pode ser comprada em Pamplona, antes de começar a caminhada.
O que levar para o caminho de Santiago de Compostela
Sai de casa vestida com as roupas que usaria no caminho e levando algumas peças na mochila, na cintura minha companheira inseparável durante toda a jornada, uma pochete com o dinheiro, passaporte original, cartão credito e de débito wise e a credencial.
Itens em uso
1 blusa de manga comprida
1 calça/bermuda com cinto e bolso para guardar o celular
1 bandana
1 casaco fleece
1 calcinha sem costura
1 top sem costura
1 par de meias de trekking poliamida e elastano
1 par de meias linear para manter os pés secos e evitar bolhas
caneleiras de média compressão
1 polaina impermeável para não entrar agua na bota e manter as calças limpas;
1 chapéu de abas largas
1 par de luvas para proteger as mãos do sol;
Bota especial para a treking
1 par de bastões de treking
óculos de sol
Nas costas uma mochila cargueira de 45 litros.
1 blusa manga comprida;
1 blusa manga curta para vestir após o banho;
1 calça/bermuda com cinto e bolso para guardar o celular
2 calcinhas sem costuras;
1 top sem costura;
1 corta vento impermeável;
1 bandana;
2 pares de meias de trekking poliamida e elastano;
1 par de meias liner em elastano, poliamida e poliéster;
1 par de caneleiras media compressão;
1 segunda pele calça e blusa (somente a blusa se for no verão);
1 apito amarrado fora da mochila;
1 saco estanque para guardar separado as roupas limpas e levar para o banheiro;
1 toalhinha de fralda multiuso 20 x 20cm;
Nécessaire com alça para pendurar no banheiro: sabonete, shampoo, condicionador, creme de pentear e escova de cabelo, cotonetes e 10 alfinetes grandes para pendurar roupa, lixa e cortador de unha, sabão para lavar roupa;
1 toalha de banho;
1 toalha secar cabelo;
Cópia do passaporte, dentro de um plástico no bolso interno da mochila
Necessaire primeiros socorros
Fenergan (Cloridrato de prometazina – antialérgico
Dorflex (analgésico e relaxante muscular)
Bepantol Derma ou Cicaplast
Algodão (2 discos)
Esparadrapo ou curativos Band-Aid
Loratamed (Antialérgico)
Colírio lacrima
Trok N creme (antifúngica, anti-inflamatória e antibiótica)
Imosec (Cloridrato de loperamida – darréia)
Soro fisiológico
Vick vaporub para passar no pé;
Nos bolsos da barrigueira da mochila, para acesso rápido em movimento
o protetor solar
protetor labial Bepantol,
batom e rimel
No bolso externo superior da mochila:
Lenços de algodão compactado para serem umedecidos para higiene intima;
capa do oculos de sol
Carregador celular;
Fones de ouvido
Carregador Portátil Power Bank com capacidade de bateria de 10.000mAh, com saídas para carregar os dispositivos
Remédios uso diário
Nécessaire toilet: escova e pasta de dentes, fio dental,
No bolso do fundo da mochila
Capa de chuva tipo poncho;
1 par de chinelos havaiana;
1 saco de dormir;
1 mochila de ataque bem leve
No verão e final da primavera arrisco levar apenas uma capa de chuva descartável. No outono e inicio da primavera, chove muito, e recomendo levar uma capa de chuva resistente com a corcunda para acomodar a mochila. Pode ser comprada em Pamplona, antes de começar a caminhada.
Qual a melhor época para fazer o Caminho de Santiago de Compostela?
A melhor época para fazer o Caminho de Santiago é quando seu chamado acontecer. O desejo de fazer o caminho vai tomar conta de seus pensamentos e você começará a se interessar por notícias sobre os caminhos que levam à Santiago de Compostela.
Entre os meses de abril e outubro é a época de melhor clima na Europa. No entanto, entre julho e a primeira quinzena de agosto, o peregrino enfrenta altas temperaturas e albergues lotados por ser o período de férias. Não é recomendável percorrer o Caminho no inverno pelo risco de hipotermia.
Programe sua viagem para desfrutar de alguma das festas locais durante sua jornada.
Programação das festas ao longo do Caminho Frances.
Fevereiro/ Março
- Viana – 01 de Fevereiro – Fiesta de San Felixes ou Fiesta de la Fundación
- Arzúa – Fevereiro/Março – Festival de Queijo
- Valencia - 17 a 19 de março - Las Fallas
- Los Arcos – Fevereiro/março – Data Móvel – Carnaval
- San Juan de Ortega – Milagre da Luz ocorre as 17:00 hs dos dias 21/03 e no dia 23/09;
Abril
- Logroño - 1ª quinzena – Festival Internacional de Música de Plecto de La Rioja
- Ponferrada – Semana Santa de Ponferrada
- Astorga – Semana Santa em Astorga
- Burgos – Semana Santa de Burgos
- O Cebreiro – semana Santa – Feira do Queixo de O Cebreiro
Maio
- Villafranca del Bierzo – Fiesta de los mayos
- Viloria de Rioja – entre os dias 10 a 15 – Festa de San Domingo de La Calzada
- Santo Domingo de La Calzada – entre os dias 10 a 15 – Festa de San Domingo
- Melide – 2º domingo – Fiesta do Melindre e da Reposteria Tradicional da Terra
Junho
- Hospital de Órbigos - 1º final de semana – Festa das Justas em Hospital de Órbigos;
- Najera – entre dias 24 e 29 – Fiesta de San Juan y San Pedro
- Logroño - 1ª quinzena – Fiesta de San Bernabé
- Leon – semana entre 20 e 30 – Fiesta de San Juan y San Pedro
Julho
- Najera - 2ª/3ª semana – Representação do Reino de Najera - Mercado medieval
- Viana – entre dias 21 e 25 – Fiestas Patronales de Santa Maria Magdalena y Santiago
- Burgos – 3ª semana – Festival Internacional de Folclore “ Ciudad de Burgos”
- Pamplona - de 07 a 4 - Festa de San Firmino
- Ponferrada – 1ª lua cheia do verão – Noite dos Templários
- Puente de La reina – Entre 23 e 30 – Comemorações de Santiago
- Santiago de Compostela – dia 25 – Festa de Santiago
- Astorga - ultima Semana - data móvel- Festa Astúrias y Romanos
Agosto
- Pamplona – Todo mês de agosto – Festival de Las Murallas
- Los Arcos – Sábado anterior ao dia 14 – Feira Del Camino de Santiago
- Valencia - ultimo 4ª feira -La Tomatina
- Molina Seca – 5 dias de festa na semana do dia 15 - Festa da castanha.
- Astorga –Última semana – Fiesta de Santa Marta – 10 dias
Setembro
- Saint Jean Pierd de Port –3º final de semana - Journées Européennes du patrimoine
- Najera – entre os dias 16 e 19 – San Juan Mártir y Santa Maria La Real
- Viana - meado do mês - Festa da cidade de Viana com tourada
- Logroño - entre dias 18 e 24 – Fiestas de la Vendimia Riojana - Festa do Vinho
- San Juan de Ortega – Milagre da Luz ocorre as 17:00 hs dos dias 21/03 e no dia 23/09;
- Estella – 1ª quinzena – Semana de Música Antigua
- O Cebreiro – dia 8 ou 9 – Romaria de Santa Maria a Real e o Santo Graal do Cebreiro
- Puente de La reina – Último final de semana – Feiras de Puente de la Reina
- Pamplona - dia 8 - festa do Privilegio
- Villa Franca Del Bierzo- do dia 13 a 18 - É Cristo de La Esperanza
- Cirauqui-:Dia do Vinho - segundo domingo
- Ponferrada – Setembro – Fiesta de la Encina
Outubro
- Leon – Setembro/outubro – Festival de musica espanhola
- Saint Jean Pierd de Port – 1ª semana – Conscientização do Câncer de mama.
- Burgos – 1º final de semana – Fim de Semana Cidiano - Mercado Medieval
- Leon – domingo anterior ao dia 5 – Fiesta de San Froilán
- Zubiri – 1º Domingo - RZTrail Roncesvalles
Dezembro
- Santo Domingo de La Calzada – mês todo – Mercado do Caminho e Mercado Medieval





